quarta-feira, 6 de junho de 2012

Deception












Já alguma vez assistiram ao filme da vida, onde o actor principal é alguém que vocês idolatravam tanto que nem conseguiam parar de falar nele? Escolhem o melhor sitio entre a plateia, olham vezes sem conta para o relógio na esperança que os ponteiros acelerem o seu passo. A fasquia está alta e mal olhamos para o palco imaginamos como tudo será, especulamos palavras e imaginamos sons até que o pano corre e o nosso coração acelera. O filme começa. Passados dez minutos remexem-se na cadeira, como se um mal estar se antecedesse. Passada meia hora o coração gelou, o corpo não apresenta movimento aparente apenas o cérebro parece ainda funcionar. Este interroga-se vezes sem conta, não encontrando explicação aparente para aquela mudança. Com esforço ainda tenta abrir os olhos e dar uma segunda oportunidade, mas rapidamente se apercebe que toda a perfeição deixou de existir. Cansados fazem um esforço para recordar o passado que havia sido tão glorioso mas a verdade é que até isso deixou de existir. Aquele simples momento, destruiu toda a consideração existente. Começamos a arrefecer como se uma vaga de frio nos tivesse atingido, desejamos que o tempo passe e aquela tortura acabe. E assim é, o pano fecha-se e o filme acaba.








1 comentário:

  1. Muito obrigada, doce, mesmo.
    Adorei o texto. Identifico-me <3

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feelings*.*